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/ainda estamos aqui/ Meu Amigo!

Reflexos de um Globo de Ouro e uma Canção

no domingo, 05JAN024, Fernanda Torres subiu ao palco para receber o Globo de Ouro por sua atuação em Ainda Estou Aqui. o aplauso emocionado não era apenas para a atriz, mas para a força de um filme que resgatou sentimentos e memórias. entre elas, o interesse renovado por um disco marcante de Erasmo Carlos, aquele que trazia a emblemática É Preciso Dar Um Jeito, Meu Amigo.

o álbum, lançado há décadas, representava mais do que um marco do rock brasileiro. era um rito de passagem, o som de um jovem músico cruzando a ponte entre o ímpeto da juventude e as reflexões da vida adulta.

curiosamente, a música que ecoa no filme foi lançada no mesmo ano em que a trama se desenrola, quase como se o tempo tivesse dado um nó. estivesse certo em sua decepção. mas talvez também possamos ressignificá-la. a utopia não é o inalcançável, mas o horizonte que nos guia. É o sonho que nos move, inspira e dá sentido, mesmo diante do caos. se perseguir o impossível é um ato revolucionário, então que sejamos rebeldes.
Erasmo, em entrevista à revista Veja em 2021, desabafou com uma franqueza cortante: “O mundo todo involuiu. Não era esse o mundo que eu imaginava nos anos 1970. Eu imaginava que as coisas seriam mais esclarecidas, mais modernas, mais fáceis. Eu imaginava a ciência do bem prevalecendo sobre a ciência do mal. estou decepcionado com o mundo, inclusive com as pessoas.”

É preciso dar um jeito, meu amigo
Descansar não adianta
Quando a gente se levanta
Quanta coisa aconteceu…

Tremendão

é uma confissão que reverbera. afinal, quem nunca se sentiu assim? hoje, parece que as crises ~ climáticas, sociais, econômicas e emocionais ~ colidem em uma sinfonia dissonante, forçando-nos a encarar o que negligenciamos: o coletivo, a empatia, a comunidade, e a nossa harmonia com o planeta.

reverter essa trajetória não é simples, mas tampouco impossível. começa pelo olhar interno, pelo desaprender de padrões que nos trouxeram até aqui. é preciso construir novos caminhos, onde a solidariedade e o bem comum sejam os guias. pequenas ações, conversas profundas, gestos sinceros ~ tudo isso tem um peso que, somado, pode redesenhar o futuro.

e, sobre a utopia, o Tremendão talvez estivesse certo em sua decepção. mas talvez também possamos ressignificá-la. a utopia não é o inalcançável, mas o horizonte que nos guia. é o sonho que nos move, inspira e dá sentido, mesmo diante do caos. se perseguir o impossível é um ato revolucionário, então que sejamos rebeldes.

entre prêmios, canções e reflexões, ainda Estou Aqui não é apenas um filme ou uma conquista. É um convite para pensar sobre quem somos, para onde vamos e como ainda podemos ~ e devemos ~ dar um jeito, meu amigo.

essa mulher

⁠dentro de nós existe e Reina uma Mulher. e ela reina por ser sua mãe, sua namorada, sua esposa, sua filha, sua neta, sua... por ser VOCÊ.

mas, essa Mulher, que reina, não é sua! não é de ninguém, que não seja dela mesma. pois a Mulher que se conhece e sabe o valor que tem, antes de ser de alguém, é precioso que seja dela também.

aprendendo a se conhecer e sabendo de o seu valor.

a beleza dessa mulher não está nas roupas que ela usa, na imagem que ela carrega, ou na maneira que penteia os cabelos. a beleza de uma mulher tem que ser vista a partir dos seus olhos porque essa é a porta para o seu coração, o lugar onde o amor reside.

a beleza de uma mulher está refletida na sua alma. está no cuidado que ela amorosamente tem pelos outros.

essa mulher extraordinária e fenomenal, acredita e vence todos os obstáculos. essa Mulher não é Rainha ao acaso!

Luze Azevedo

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Luze Azevedo

Luze Azevedo é contador de estórias, cronista e criador de projetos culturais. Transita entre a literatura, o jornalismo cultural e a educação emocional, sempre com o ouvido colado no cotidiano e o olhar atento às pequenas cenas que dizem muito.

É autor de Endora, Novas Memórias, obra revisitada trinta anos depois do primeiro lançamento, e criador de narrativas como Crônicas que GPS não registra e do personagem Frei e.uBer, que observa o mundo a partir do banco da frente de um carro em movimento.

Escreve para blogs e projetos autorais, desenvolve conteúdos educacionais e literários, e mantém presença ativa nas redes, especialmente no Instagram, onde publica capítulos, crônicas e reflexões.

A essência do seu trabalho reside na escuta atenta, na força da memória e no poder da palavra despojada: aquela que, sem alarde, que ecoa em silêncio e permanece.