Lembranças, raízes e o tempo que nunca para.

Entrelaçando passado e presente, Endora, Novas Memórias leva o leitor a uma viagem por histórias que poderiam ser suas. Ambientado no interior do estado de São Paulo, Brasil, o romance resgata amores inesquecíveis, amizades eternas e os desafios que moldam quem somos.

Entre cenários do interior brasileiro e personagens que parecem saltar das páginas para o coração.

Endora, Novas Memórias é mais do que um romance: é um convite à nostalgia, ao pertencimento e à reflexão sobre os caminhos da vida.

Riqueza de detalhes

A ambientação e descrição dos cenários trazem realismo e profundidade.

Narrativa envolvente

O tom nostálgico e reflexivo cativa o leitor, gerando identificação com os temas abordados.

Personagens

Bem desenvolvidos, cada um tem uma motivação clara e uma trajetória bem definida.

Endora, Novas Memórias.

Uma viagem pelo tempo, pelas raízes e pelas histórias que moldam quem somos.

De Onde Vem a Fé um

Os pés descalços sentiam cada pedra do caminho, enquanto o sol castigava a estrada de terra batida. Rosival guiava os bois sob o calor sufocante, sem nunca soltar as rédeas da esperança. O diploma do curso primário ainda estava fresco em suas mãos, mas o sonho de continuar os estudos era esmagado pela dura sentença do pai: "Sabedoria não enche barriga."

O Passado No Passado dois

O coronel Arnaldo Garcia se orgulhava do seu império: quarenta mil alqueires de terra que se estendiam de Presidente Prudente a Lins. Seu nome era sinônimo de poder e tradição, mas os alicerces de sua fortuna escondiam segredos e cicatrizes que o tempo não conseguiu apagar. Entre a dureza de suas decisões e o peso do passado, sua família se via presa a um destino traçado por ele. Mas até que ponto a terra pode segurar alguém? Até onde o passado define o futuro?

Criança Minha, Que Saudade três

Penso em você a cada instante em que o tempo me permite parar e pensar. Mesmo quando não posso, eu paro e penso. Você apareceu sem intenção e, intencionalmente, ficou... A estrada de terra, tingida pelo sol da manhã, guarda as marcas dos pés descalços que um dia corriam sem pressa, sem medo do amanhã. O vento, ao passar entre as árvores, traz de volta o som das risadas infantis, ecoando como um chamado impossível de ignorar. No balanço da memória, uma voz sussurra baixinho: "Onde foi que o tempo escondeu aquela criança que ainda mora em mim?"

Véspera de Natal quatro

A noite se estendia em silêncio, quebrado apenas pelo farfalhar do vento entre as folhas secas do quintal. Rosival segurava a xícara de café com as mãos firmes, mas o calor do líquido não aquecia o vazio que se espalhava dentro dele. Separar-se de tudo que Rosival simbolizava era como arrancar suas asas, deixando-o preso a um tempo que já não lhe pertencia.

Luze Azevedo

um Santista, vivendo e aprendendo a jogar; nem sempre ganhando; nem sempre perdendo; mas, aprendendo a jogar! 

apaixonado pela arte de contar estórias, cuja escrita flui entre a nostalgia, o lirismo e as crônicas do cotidiano.