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O Somatório Perfeito

"...o somatório de todas as partes a trabalharem em conjunto de tal forma que nada necessite ser acrescentado, retirado ou alterado…e isto és tu: a Beleza"

Jean Albert Carlotti acreditava que a beleza se manifestava quando todas as partes de um conjunto trabalhavam em perfeita harmonia, sem necessidade de acrescentar, retirar ou alterar nada. Essa harmonia e equilíbrio foram os princípios fundamentais que guiaram sua abordagem à estética.

Aos 50 anos, essa definição de perfeição pode soar como uma utopia distante, mas é exatamente essa busca pelo equilíbrio que torna a vida tão fascinante. Não se trata de eliminar erros ou de viver sem desafios, mas de encontrar harmonia em meio às imperfeições e aprender a valorizar cada detalhe da nossa jornada.

A vida aos 50 é como um mosaico de retalhos, onde cada peça, colorida ou desbotada, tem seu valor e significado. O que antes era visto como imperfeição agora se torna uma característica que nos define e fortalece. 

Não se trata de adicionar ou remover partes indesejadas,

Um belo conceito que reflete a ideia de perfeição e harmonia. 

mas de aceitar e valorizar o conjunto como ele é. A beleza está em reconhecer que cada experiência, boa ou ruim, contribui para o nosso crescimento e nos faz únicos.

Nesse ponto da vida, entendemos que a perfeição não está na ausência de falhas, mas na capacidade de coexistir com elas. Cada experiência, cada cicatriz, cada riso e cada lágrima compõem essa obra de arte chamada vida. Nada mais precisa ser alterado, pois tudo já está em seu devido lugar.

Aos 50, o verdadeiro desafio é reconhecer que a beleza está na totalidade do nosso ser – com suas complexidades e simplicidades – e que essa é a verdadeira perfeição. Então, que cada um de nós possa encontrar essa harmonia interna, onde nada precisa ser acrescentado ou retirado, e viver plenamente a maravilha de ser quem somos.

Jean-Albert Carlotti, nascido Albert Jean Marius Carlotti, foi um ilustrador e pintor francês. Nascido em 15 de agosto de 1909, no 3º arrondissement de Lyon, onde faleceu em 19 de abril de 2002, foi membro fundador do grupo Nouveaux. Atuou como ilustrador na imprensa escrita, ilustrou livros e também trabalhou como designer teatral.

o verbo que transita entre nós

o verbo que transita entre nós,
é ponte entre o ser e o sentir,
um laço invisível de existir.
carrega o peso de histórias passadas,
e a leveza de promessas caladas.

o verbo que transita entre nós,
transita entre o olhar e o gesto,
no eco de um sorriso modesto.
navega em mares de dúvida e fé,
costurando o destino em cada maré.


o verbo que nos habita e nos move,
não se cala, não cessa, nem dorme.
é a chama que arde, constante e nova,
transformando o mundo enquanto nos envolve.

Luze Azevedo

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Luze Azevedo

Luze Azevedo é contador de estórias, cronista e criador de projetos culturais. Transita entre a literatura, o jornalismo cultural e a educação emocional, sempre com o ouvido colado no cotidiano e o olhar atento às pequenas cenas que dizem muito.

É autor de Endora, Novas Memórias, obra revisitada trinta anos depois do primeiro lançamento, e criador de narrativas como Crônicas que GPS não registra e do personagem Frei e.uBer, que observa o mundo a partir do banco da frente de um carro em movimento.

Escreve para blogs e projetos autorais, desenvolve conteúdos educacionais e literários, e mantém presença ativa nas redes, especialmente no Instagram, onde publica capítulos, crônicas e reflexões.

A essência do seu trabalho reside na escuta atenta, na força da memória e no poder da palavra despojada: aquela que, sem alarde, que ecoa em silêncio e permanece.