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22 de agosto de 2000 por Luze Azevedo

o Mundo que Desejo

o Mundo que Desejo
22 de agosto de 2000 por Luze Azevedo

o Mundo que Desejo

ao invés de pensar o mundo que eu quero, eu escrevo o mundo que eu desejo.

porque pensar é imaginar possibilidades. escrever é dar existência a elas.

na página, o mundo ainda não precisa ser como é. pode ser como eu gostaria que fosse.

e talvez seja essa a maior liberdade de quem escreve: não aceitar o mundo pronto ~ mas inventar, palavra por palavra, aquele em que gostaria de viver.

Próximo artigo a Flor que Ilumina o Diaa flor que ilumina o dia

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caçador de palavras

sou contador de estórias e não aceito ~ hoje, hoje não! ~ o rótulo de escritor.
escritor, para mim, é quem mora nas bibliotecas. eu moro nas ruas, nos balcões dos botecos e nas mesas onde o café esfria enquanto a conversa esquenta.
meu apego pelas palavras nasce ali, onde a vida acontece sem revisão e cada boa estória sempre encontra alguém disposto a aumentá-la só um cadinho mais.

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Luze Azevedo

Luze Azevedo é contador de estórias, cronista e criador de projetos culturais. transita entre a literatura, o jornalismo cultural e a educação emocional, sempre com o ouvido colado no cotidiano e o olhar atento às pequenas cenas que dizem muito.

é autor de Endora, Novas Memórias, obra revisitada trinta anos depois do primeiro lançamento, e criador de narrativas como Crônicas que GPS não registra e do personagem Frei e.uBer, que observa o mundo a partir do banco da frente de um carro em movimento.

escreve para blogs e projetos autorais, desenvolve conteúdos educacionais e literários, e mantém presença ativa nas redes, especialmente no Instagram, onde publica capítulos, crônicas e reflexões.

a essência do seu trabalho reside na escuta atenta, na força da memória e no poder da palavra despojada: aquela que, sem alarde, que ecoa em silêncio e permanece.